terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Genteee,

Não sei se repararam, mas parei um pouco de postar!!!
Tipo,não to vendo envolvimento de vcs com o blog...
Vocês não comentam nada, nem se estão gostando ou não da história ou do blog, sei lá.
Eu quero que fiquem á vontade pra conversar comigo, podem criticar, elogiar,dar algumas dicas,alguns conselhos, enfim...
Tudo é bem-vindo aqui para melhorar a cada dia mais pra a leitura de vocês! 
Então, vou fazer assim...
Vou esperar pra ver o que vcs vão decicidir!
Se começarem a participar mais do blog, eu continuo a história,
Se não, eu encerro de vez...
Ok?

Obrigada pelo carinho e compreensão de todos!
Beijinhos..♥

Rachel Lourenço. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Genteee,

Primeiramente, peço desculpas á todos...
Sei que estou demorando a postar aqui, mas é que estou numa correria sinistra!!
Mas sempre que tenho um tempo, corro pra cá postar pra vocês!
Então, espero que tenham paciencia em relação á isso.
Queria pedir um favor a todos que leem PALAVRAS AO VENTO....
Gostaria que todos vocês pudessem estar seguindo o blog.
É muito facil, logo que vcs entram na pagina, no canto superior da tela no seu lado esquerdo, esta uma paradinha escrito: SEGUIR.
É só clicar e pronto!!
Agradeço de coração o carinho de todos!
Beijinhos...♥

Rachel Lourenço.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Continuação...

 Cauã pegou na mão de Alice:
  - Não se
preocupe, a partir de hoje pode contar comigo para qualquer coisa. Eu vou me
tornar padre tenho que me acostumar a ouvir as 
pessoas. Mas
vou te dar um conselho por experiência própria: Não desperdice seu tempo,
porque quando você perceber pode ser tarde demais.
  - Obrigada, é muito bom saber que posso
contar com alguém. Mas... O que houve com você? Por que deste conselho?
 Cauã contou sobre Luiza para Alice e ela ficou
envergonhada.
  - Me desculpe, não queria ser tão indelicada.
  - Está tudo bem, já estou acostumado com este
assunto. Faz parte da minha vida e me persegue há anos. – Cauã sorriu. – Mudando
de assunto, desculpe perguntar, mas aquela menina que estava com você lá no
parque aquele dia brincando com a Luiza, é sua filha?
 Alice sorriu:
  - A Laura? É como se fosse, ela é minha
afilhada. Só que a mãe dela, que era minha melhor amiga faleceu ao dar a luz a
ela, desde então eu ajudo o pai a cuidar dela.
  - Sinto muito pela sua amiga, mas muito
bacana da sua parte cuidar dela. Você esta estudando ainda ou já terminou? –
Disse Cauã tentando não dar mais furos. 
  -  Já
terminei a faculdade. Me formei em Veterinária. Meus pais montaram uma clínica
pra mim... Deram-me de presente pela formatura.
  - Que bom! A Bia esta quase terminando a dela
também. Ela esta fazendo Psicologia.
  - Sim, eu sei! Agente fazia faculdade juntas,
porem em áreas diferentes. Eu já estava no penúltimo período, quando ela
entrou. Eu que consegui essa casa pra ela.
  - Serio?
  - Sim. A Conheci na biblioteca começamos a
conversar e desde esse dia, não paramos mais... – Disse ela sorrindo. – Ela tem
me ajudado bastante!
  - Bia é uma ótima pessoa, saiu puxando á
minha mãe.
  - É verdade... E a pequena Luiza vai puxar á
ela. É um doce de menina. Ela e Laurinha quando se juntam, parece dois
furacões. Sai levando tudo que vem pela frente.
  - Por falar nela, não a trouxe para a festa?
  - Claro que sim! Ela deve estar correndo com
as outras crianças por ai... Elas têm uma pilha, não sei onde cabe tanta
energia num corpo tão pequeno igual aqueles. 
Os dois sorriam enquanto eram servidos. Por
alguns instantes, o silencio reinou sobre a mesa. Até que Alice começou
novamente:
  - Posso te fazer uma pergunta? Mas não vai se
ofender, esta bem...?
  Cauã engoliu seco e sentiu que começava a
suar.
  - Você acha que nunca mais vai conseguir se
apaixonar novamente por alguém?
Ele reparou
que Alice ficou corada e deu um leve sorriso:
  - Muitas pessoas dizem que não manda no
coração, ma isso é ridículo! Agente só se apaixona quando quer se apaixonar...
  - Também não é assim, Cauã. As coisas podem
acontecer sem que possamos perceber.
  - Se eu decidir não gostar de ninguém, eu não
vou me apaixonar mais!
A chuva havia
dado uma trégua nos últimos dias, mas o vento frio ainda percorria por ali.
Alice passava as mãos pelos seus braços com intenção de esquentá-los.
  - Você nunca pensou ou quis se casar, Cauã?
 Nessa mesma hora, Laura chegou até eles:
  - Tia Alice, preciso fazer xixi... Estou
muito apertada!
  - Esta bem, meu amor. Vou te levar ao
banheiro... Depois nos falamos mais, Cauã, senão essa aqui não vai me deixar
quieta. Foi muito bom falar com você! – Disse Alice já em pé segurando a mão de
Laura.
  - Foi um prazer falar contigo também, Alice.
Ela se
retirou  e Cauã deu graças a Deus por
Laura ter o salvado.

Continuação...

  - Obrigada meu bem, irei falar com ela. –
Disse Luzia.
  - Cauã pode me ajudar a levar os
refrigerantes?
 Ele se despediu dos pais de Luiza e seguiu Bia
pelo corredor que dava até a cozinha. Pegou os refrigerantes gelados do freezer
e colocou sobre a mesa. Depois começou a encher os copos que Bia espalhava
sobre a bandeja. Até que ele disse:
  - Achei muito bom os pais de Luiza terem
vindo.
 Bia se assustou:
  - Não te incomoda vê-los aqui?
  - Claro que não! Porque incomodaria? Tenho-os
como se fossem meus segundos pais.
  - Sei lá, eu pensava que sim. Por isso não
tive coragem de te contar que eles viriam. Eles são uma lembrança muito próxima
e viva da Luiza, então...
  - Mana, se eu fosse correr de tudo que me faz
lembrar ela, vou ter que me internar em um sanatório...
  - Mas você fez praticamente isso!
 Cauã parou por um minuto e olhou para Bia.
  - Me desculpa, não queria dizer isso.
  - Relaxa, vamos curtir a festa.
Ele colocou alguns copos na bandeja e foi
servir os convidados. Ao sair da cozinha, avistou Alice do outro lado da área,
próximo ao portão maior. Ela também o viu, mas como num piscar de olhos, ela
desapareceu.
 Ele começou a suar frio. Definitivamente ela
conseguia mexer com ele, ele só não entendia o porquê. Continuou a servir os
refrigerantes, e após todos estarem servidos pegou o seu próprio copo e sentou
sozinho numa mesa aos fundos do quintal.
  - Você está fugindo de mim? – Perguntou Alice
surgindo do nada.
 Cauã tomou um susto tão grande que até se
engasgou com o refrigerante.
  - Fugir de você? Por quê?
  - Bom, não aparece mais lá no parquinho,
quando está no quintal e me vê sair corre para dentro de casa novamente e hoje
evitou falar comigo o tempo todo.
  - Acho que está enganada, é apenas impressão
sua.
  - Tem certeza? Foi por causa do que aconteceu
lá no parque? Porque se foi...
  Cauã a interrompe:
  - Já disse que é apenas uma impressão sua.
  - Tudo bem! Então se não há nada demais, não
se importa se eu sentar aqui com você não é?
 - Fique a vontade... – Disse Cauã já
vermelho.
 Ao sentar-se ela continuou:
  - Bom, vamos começar do zero então. Como está
no seminário?
  - Daqui a alguns meses será o meu juramento,
e aí acaba tudo. Começo a atuar como padre de verdade.
  - E é isso mesmo que você quer?
  - Acredito que sim, senão não gastaria três
anos da minha vida com isso.
  - Entendo, também vou ter que tomar uma
decisão muito séria daqui a alguns meses. Vou me casar.
 Cauã tornou a se engasgar com o refrigerante.
Alice sorriu.
  - Que maravilha, que Deus abençoe a união de
vocês!
  - Obrigada. – Respondeu ela desanimada.
  - Desculpa, mas não estou sentindo você muito
feliz com esse casamento.
  - Na verdade ainda não sei se é isso mesmo
que eu quero.
  - Como assim?  
- Meus pais são amigos dos pais dele, e fazem
uma
  pressão enorme para eu casar com
ele. No começo era o que eu queria, mas com o passar do tempo fui percebendo que
era o que eles queriam pra mim. E isso me sufoca, até porque não tenho ninguém
pra conversar sobre isso. A Bia já tem problemas demais pra eu incomodá-la com
os meus.
 De repente ela parou e caiu em si:
  - Jesus, me desculpe Cauã acabei falando sem
parar e te enchendo com isso.

Continuação...

 A casa estava numa correria e numa bagunça
completa. O aniversario de Luiza se aproximava e havia muita coisa para fazer.
Os preparativos estavam a mil por hora. Ainda tinha alguns convites para
entregar, bolo para buscar, decoração para comprar, lembrancinhas para fazer...
O tempo
parecia não ajudar, não estava favorável para Bia, ainda bem que sua mãe e Cauã
estavam ali para ajudá-la.
Finalmente, o
grande dia chegou e Luiza não parava quieta um minuto.
No final do dia,
tudo estava perfeito. Os convidados começaram a chegar. Cauã viu de longe,
Alice chegar e tentou ficar o mais distante possível. Resolveu ir para a rua um
pouco, pegar um ar fresco.
 Lá fora sentiu alguém tocar no seu ombro e se
assustou:
  - Olá, boa noite, você poderia me dizer se é
aqui a festa de aniversário da Luiza?
  Ao virar-se, Cauã sentiu sua garganta secar.
  - Cauã? – Perguntou a mãe de Luiza.
Ele a abraçou com tanta força da mesma forma que
foi correspondido.
  - Meu Deus, quanto tempo meu filho... Bia não
me contou que você estaria aqui.
  - Há muito tempo que não via vocês. Sempre
que eu ia à casa dos meus pais tinha que ir embora antes de vocês chegarem...
Ela também não me contou que vocês viriam. Tudo bom Sr. Roberto? – Disse agora
cumprimentando o pai de Luiza.
  - Tudo sim, e você como está?
  - Bem, graças a Deus! Vamos entrar a festa
está começando agora.
  - Estamos felizes em te ver Cauã! – Disse Luzia.
 Cauã lhe deu um sorriso confirmando que também
sentia o mesmo. Eles seguiram Cauã pelo portão a dentro. Ao entrarem na casa,
Bia veio em sua direção:
  - Onde você estava? Te procurei pela casa
toda.
  - Eu estava lá fora tomando ar e olha quem eu
encontrei perdido lá na rua...
Ele saiu da
frente de Bia facilitando sua visão. Ela ficou sem cor na hora, mas se apressou
para cumprimentá-los antes que eles percebessem.
  - Que bom que vieram, podem ficar a vontade.
Mamãe está logo ali na mesa. 

Continuação...

 - É verdade eu era igual um palito.
 E assim passaram o resto da manhã conversando.
Depois do almoço Cauã levou Pedro e Luiza para o parque. Por sorte, hoje Alice
não se encontrava. Sentia-se aliviado, não sabia exatamente o porquê, mas não
se sentia bem com ela por perto.
 Estava feliz por estar perto da família
novamente, por saber que todos estavam ao seu lado, se sentia confortável e
seguro com eles. Há tempos não sabia o que era isso, aquela sensação de sempre
estar faltando algo, agora não existia.
 Quando voltou do parque com as crianças, havia
um silêncio na casa, as crianças ficaram no quintal. Cauã estava indo para o
banheiro quando ouviu Bia e sua mãe conversando no quarto:
  - O tempo está passando tão rápido. Luiza já
vai fazer quatro anos. Parece que foi ontem que você descobriu que estava
grávida, lembra?
  - Nossa mãe, nem me fale. E a cada dia que
passa ela está ficando mais parecida com o Cauã. É até engraçado, não imaginava
que minha filha iria se parecer tanto com o meu irmão.
  - Ela
parece mais filha dele do que sua...
 - E ela é tão apegada a ele, mãe. Parece que
os dois convivem todos os dias. Ela ama aquele tio demais... Sabe do que eu me
lembrei, se a Carla não tivesse perdido o bebê, o filho dele  já estaria quase com a idade de Pedrinho...
- Sim, eu e
seu pai erramos um pouco com ele naquela época, mas se agente não tivesse sido
duros com ele, hoje ele não seria tão maduro e responsável como é.
  - É verdade. Mas ele é uma pessoa muito
boa... Outra coisa que eu acabei de me lembrar, semana que vem faz 5 anos que
Luiza faleceu.
  - Caramba, é
verdade. Como passou rápido o tempo em filha.
  - Pois é mãe...
  - Os pais dela vão vir no aniversario de
Luiza?
  - Bom, eu os convidei, mas eles não
confirmaram ainda.
  - Será que o Cauã vai se sentir bem com eles
aqui? Tem uns quatro anos que ele não os vê.
  - Ele ainda não sabe que eu os convidei, mas
depois converso com ele...
 Bia encerrou o assunto quando ouviu os gritos
das crianças no quintal. Cauã, que ouvia tudo pelo corredor, apressou-se para o
quarto e fingiu estar procurando uma roupa para vestir.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Continuação...

Ele se sentou
no sofá.
  - Luiza, vai ajudar seu pai na cozinha.
Preciso conversar com seu  tio em
particular!
  - Poxa, mãe... Agora?
  - Agora!
 Ela saiu resmungando e assim que ela
desapareceu da sala, Bia virou-se para Cauã.
Ele ficou nervoso: “Será que ela iria brigar com ele de novo? – Pensou.
  - Desculpa Cauã. Não quis ter falado com você
daquela maneira hoje!
   - Eu sei que quis Bia. Você soltou o que há
muito tempo estava preso em você! Mas você tem toda razão, tenho que tomar um
rumo para minha vida.
  - Não diga isso, eu só explodi num momento de
raiva...
  - Está
tudo bem, vamos esquecer isso.
   
Ele se
levantou, foi até o quarto, pegou o porta retrato e o colocou de volta na
estante. Paulo entrou na sala com Luiza no colo e percebendo o clima chato
disse:
  - A comida está pronta, vamos jantar.
 Sentaram-se na mesa e só ouviam as vozes de
Paulo e Luiza. Cauã pediu licença e foi para o quarto novamente, no fundo ele
sabia que Bia tinha razão, mas não sabia como sair daquela situação. Ele também
sabia que estava agindo errado com sua irmã, ela não tinha culpa de seus
problemas.
 
Em alguns
meses iriam fazer seu juramento e então não haveria mais jeito, teria que tomar
logo sua decisão.
 Após colocar Luiza na cama, Paulo foi para seu
quarto:
  - O que está acontecendo entre você e Cauã?
  - Não é nada Paulo só tivemos uma pequena discussão,
mas vai passar.
  - Quer conversa?
  - Não obrigada. Estou cansada, preciso
dormir.
  - Tudo bem, boa noite, te amo.
  - Também te amo.
 Bia deu um beijo em Paulo e se preparou para
dormir.
                                           (...)

 Cauã acordou no outro dia bem cedo, antes de
todos. Preparou a mesa de café da manhã e sentou-se para esperar o resto do
pessoal descer. Paulo levantou-se e foi tomar banho, Bia desceu para preparar o
café. Se assustou ao ver a mesa toda arrumada.
  - Bom dia! Nossa, que mesa linda! – Disse
Bia.
  -Bom dia mana, gostou? Preparei especialmente
pra você. 
- Poxa,
obrigada. Não precisava.
  - Desculpa, sei que você tem razão sobre tudo
que me disse. Eu sou um egoísta, mas prometo me esforçar para melhorar.
 Bia se aproximou dele e o beijou na testa:
  - Eu sei que vai melhorar sim. Você sabe que
amo você e que pode contar comigo quando precisar.
   - Obrigado. Também amo você.
  - Hum, não vou te enganar, está um cheiro bom
vindo dessa mesa viu.
 Eles riram e tanto Cauã quanto Bia se sentia
melhor agora que o clima entre eles havia desaparecido.
                                                   ***

   Os dias passavam rápido  e o aniversário de Luiza se aproximava.
 Numa certa manhã Cauã
acordou ouvindo gargalhadas de criança, foi até a sala ainda meio sonolento e
descabelado. Ao se aproximar ouviu vozes cada vez mais reconhecíveis. Ele pode
ver agora, parado à porta que se tratavam de seus pais.
 Quando sua mãe lhe
viu levantou-se na mesma hora e lhe deu um abraço bem apertado, daqueles que
fazem perder a respiração.
  - Como você está meu filho? Tem tanto tempo
que não te vejo...
  - Estou bem mãe, mas se continuar a me
apertar assim, vou desmaiar por falta de ar. – Disse Cauã sorrindo.
 Todos sorriram também.
  - Desculpa filho, é que estava com muita
saudade.
  - Como está indo no seminário, filho? – Agora
era seu pai que o cumprimentava.
  - Está tudo bem pai, estamos quase
finalizando. Daqui alguns meses iremos fazer o juramento.
 E a partir daí, emendaram em vários assuntos,
colocando os papos em dia. Cauã sentiu outro aperto, agora em seu pescoço. Ao
virar-se viu Pedro sorrindo.
“Como ele havia esticado!” – Pensou.
 Quando o viu pela última vez ele estava com
seis anos. Ele estava enorme, até se assustou:
  - Meu Deus, o que vocês deram pra esse
menino? Como ele esticou...
  - Esse menino come o dia todo! – Disse seu
pai.
  - Só não engorda de ruim não é. – Cauã
continuou.
  - Ele puxou a você Cauã. Esqueceu como você
era magricelo na idade dele? – Disse Bia.